Author David Calderoni

O documentário apresenta a história das lutas político-culturais da comunidade do Quilombo da Fazenda (SP) e o seu encontro com o movimento das Invenções Democráticas, fazendo com que as narrativas dos quilombolas dialoguem com Paul Singer e Augusto Neiva (economia solidária), Maria Luci Buff Migliori (justiça restaurativa), David Calderoni (psicopatologia para a saúde pública), Helena Singer & Marcelo Justo (educação democrática) e André Rocha & Cristiano Rezende (filosofia espinosana).

Onde comprar

– Online pela Livraria Cultura.
– Em São Paulo pela Livraria do Espaço Unibanco SP – Tel: (11) 3141-2610
– No Rio de Janeiro pela Livraria Moviola – Tel: (21) 2285-8339

Exibições

Brésil en Mouvements, mostra de documentários sociais brasileiros promovida pela ONG Autres Brésils em junho de 2011 em Paris.

Degustação do filme

Assista o documentário em português. Para assistir em inglês, francês, espanhol ou alemão, acesse o canal de David Calderoni no Vimeo.

Ficha Técnica

– Direção e Roteiro: David Calderoni e Laura Del Rey
– Produção: David Calderoni
– Direção de Fotografia: Luiz Otavio Pupo
– Montagem: Laura Del Rey
– Áudio: Adonias Souza Jr, Cristina Müller e Vitor Motter
– Trilha Sonora: Euclides Marques (Gravação: Luiz Encarnação)
– Tradução para o inglês: Leandro Moura
– Legendas em inglês: Cristina G. Miller
– Tradução para o francês: Dominique Di Bisceglie
– Legendas em francês: Rogério de Moura
– Gênero: Documentário
– Captação: Digital
– Duração: 33min45seg
– Ano: 2010

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Projeto Transcriando: a música como invenção democrática transculturante

Este ví­deo inaugura o projeto que nasceu do encontro entre í­ndio, quilombola, franceses e brasileiros durante a apresentação do filme “Invenções Democráticas no Quilombo”, de David Calderoni, na “Brésil en Mouvements”, mostra parisiense de documentários sociais brasileiros promovida pela ONG Autres Brésils em junho de 2011.

Assim como nas sobremesas brasileiras queijo não se come com vinho, tampouco fromage se come com goiabada: mais que traduzir e para além da busca de correspondências linguísticas literais, transcriar é engendrar encontros poéticos que reintepretem símbolos de uma cultura no contexto de outras, propiciando não apenas a reinvenção da língua-meta, como também a renovação reflexiva e singular da própria língua-fonte.

Nesse sentido, vencendo barreiras étnicas, sociais e geopolíticas, os movimentos interculturais em favor da universalização de direitos humanos democráticos encontram a música enquanto arte única em sua potência para comunicar afetos tão essenciais quanto intraduzíveis.

Reinterpretando a figura do índio, a canção “Mim”, de David Calderoni, é a ponta-de-lança deste projeto. Já foi transcriada em Francês e em Tupi. Material para trabalhos vindouros!

Propostas de novas transcriações podem ser encaminhadas pela página de Contato.

Projeto Transcréation: la musique comme invention démocratique transculturante

Cette vidéo inaugure le projet qui de la rencontre entre des indiens du brésil, des quilombolas (descendants d’esclaves rebelles), des français et des brésiliens pendant la présentation du film “Inventions Démocratiques dans le Quilombo”, de David Calderoni, au festival parisien de documentaires sociaux brésiliens “Brésils en Mouvements”, organisé par l’association Autres Brésils en juin 2011.

Dans les désserts brésiliens, on ne mange pas le fromage avec du vin; de la même manière, le fromage français ne se mange pas avec de la pate de goyave: au delà de la traduction et de la recherche de correspondances linguistiques littérales, la transcréation (idée d’Haroldo de Campos) est le fait d’engendrer des rencontres poétiques qui réinterprètent les symboles d’une culture dans le contexte d’une autre, permettant non seulement la réinvention de la langue-objectif, mais également la rénovation réflexive et singulière de langue-source elle même, afin d’ouvrir des dialogues intra et interculturels.

De cette manière, en dépassant les barrières ethniques, sociales et géopolitiques, les mouvements interculturels en faveur de l’universalisation de droits de l’Homme démocratiques trouvent en la musique un art unique dans sa capacité de communiquer des affects aussi essentiels qu’intraduisibles.

En réinterprétant la figure de l’indien, la chanson “Mim” (“Moi, l’indien”) de David Calderoni, est le fer de lance de ce projet. Elle a déjà été transcréée en français et en tupi. Du matériel pour des travaux à venir!

Les propositions de nouvelles transcréations peuvent être transmises à page Contact.

Vídeo

 

Degustação de músicas

Acesse cada letra em seu respectivo link ou baixe todas aqui neste link.

Pelicano

Canção pela erradicação da miséria e da fome. Acesse aqui a letra.

Trama Justa

Canção pela economia solidária. Acesse aqui a letra.

Olha o Degrau!

Canção pelo direito à terra de quilombolas, caiçaras e índios. Acesse aqui a letra.

Mim

Canção ligada ao etnociberativismo.

– Acesse aqui e letra de Mim.
– Acesse aqui e letra de Moi L’Indien (transcriação para o Francês).
– Acesse aqui a letra de Mim transcriada para o Tupi.

Cada Canto

Canção para que todos tenham casa decente. Acesse aqui a letra.

N’Jeri

Canção para que drogas sejam antes questão de saúde que de polícia. Acesse aqui a letra.

Galeria de fotos

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Onde a Pele da Alma é Fina.

Esta página foi arquitetada para complementar e contextualizar “Onde a Pele da Alma é Fina”, terceiro disco de David Calderoni.

Apresentação

Por David Calderoni, outono de 2012

Revendo os meus percursos até este terceiro disco, penso no quanto a música se tornou essencial para mim e para o além de mim.

Para o Além de Mim, cantos brotam sonhos que enlaçam outros…:

fruto da minha paixão pela economia solidária, Trama Justa é a canção-trilha do meu documentário homônimo centrado na Justa Trama, cadeia autogestionária do algodão orgânico integrado pelas aguerridas amigas gaúchas da Univens – Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos;

Trama Justa inicia a jornada de Viagem a Mondragón, projeto de filmagem, intervenção e investigação noticiado adiante;

tributo de gratidão à queridíssima mestra-parceira Marilena Chauí, Despedida descortina a sua poesia a um só tempo sublime e visceral, néctar que me nutre há décadas de artepensamento…; vem daí que, sem que eu me desse conta, o Benedito de Trama Justa já se preparava na idéia de que a verdade é luz que a si mesma se manifesta;

desfraldando o Projeto Transcriando, a canção Mim motivou-se do encontro entre brasileiros, franceses, índios e quilombolas em junho de 2011, durante a projeção e debate do meu vídeo Invenções Democráticas no Quilombo na Brésil en Mouvements, mostra parisiense de documentários sociais brasileiros, promovida pelos confrades altermundialistas da ONG Autres Brésils;

composta em 2011, Levante da Aurora desenvolve imageticamente reflexões de O silêncio à luz de Caetano, ensaio que escrevi dez anos antes para uma coletânea sobre arte e psicanálise, dando a pensar que, para a sede de justiça do judeu tão estrangeiro no espaço como no tempo, uma saída do exílio vem sendo articular com as artes as ágoras dos de fora do agora – tais como Invenções Democráticas no Quilombo que desaguaram em Mim e no Projeto Transcriando (referidos adiante).

Nas palavras cruzadas do inferno ao eterno, Lírios e Onde a Pele da Alma é Fina vocalizam balanços sobre e sob os influxos do amor. Assim como as canções dedicadas à filha Júlia, à neta Clara, ao amigo Cristiano e aos manos Zé e Sá, simbolizam a música como fiação originária dos mais caros laços humanos, testemunhados pelo encontro com os excelentes músicos e colaboradores elencados e, particularmente, com Rafael Lobo, parceiro de ouro, com quem já estamos a confeccionar Justo & Solto, novo disco a ser lançado no corrente ano.

Sobre a aventura-travessia-urdidura que foi o casamento de ritmos e estilos de criação entre mim e os músicos e arranjadores que se enlaçam neste disco…, não consigo falar nada à altura.

Que advenha, então, o tempo do silêncio: de quem me escuta e imagina; do que me é onda ultramarina.

Sobre David

David Calderoni, poeta,

é autor de Enviajando (Via Lettera, 2004), Vagalumzzz (Livraria, 2005) e Zórtex (Sinergia, 2012).

Em 1976, aos 18 anos, em virtude de estrofes encabeçadas pelo verso Hoje eu encontrei com meu pai, foi declarado poeta pelo escritor, dramaturgo e psicoterapeuta Roberto Freire em artigo intitulado É preciso saber morrer o pai para não cometer suicídio, que Freire publicou no periódico Aqui São Paulo e republicou em 1977 na abertura do livro Viva Eu, Viva Tu, Viva o Rabo do Tatu!.

Em 1993, entre 900 inscritos, A João Guimarães Rosa figurou entre os 31 poemas selecionados e publicados pela União Brasileira de Escritores na Antologia do Concurso Nacional Gilberto Mendonça Teles de Poesia.

Os poemas Sexo e Oração para Haroldo foram publicados na edição de 11 de julho de 2004 do Caderno de Cultura do jornal Folha de São Paulo, acompanhados de ilustrações do artista plástico Felipe Cohen feitas especialmente para os poemas.

Leia o texto completo.

Partituras

Neste link você tem acesso às partituras dos violões, transcritas com maestria por Diogo Carvalho. Neste outro, tem acesso aos primorosos arranjos de cordas do Maestro Luís E. Corbani.

Projeto Transcriando

1. Vídeo de apresentação do projeto, contendo clipe da canção Mim

2. Canção Moi L’Indien

Transcriação em parceria com Dominique Di Bisceglie & Jean-Francis Poulet (Francis Brasilis). Acesse a letra da canção aqui.

3. Transcriação de ‘Mim’ para o Tupi

Transcriação realizada por Jaô Tupinambá. Acesse aqui.

4. O projeto em detalhes

Saiba mais sobre o Projeto Transcriando.

Invenções Democráticas no Quilombo

1. Documentário Invenções Democráticas no Quilombo

Direção de imagens e montagem de Laura Del Rey.

2. Canção ‘Olha o Degrau!’

Canção extraída da trilha sonora do documentário. Acesse neste link a letra da canção e neste o primoroso arranjo de cordas do Maestro Luís E. Corbani.

3. O projeto em detalhes

Saiba mais sobre os projetos ‘Invenções Democráticas no Quilombo’ e ‘Quilombocanta’.

Projeto Viagem a Mondragón

1. Documentário inaugural Trama Justa

2. O projeto em detalhes

Saiba mais sobre o projeto Viagem a Mondragón.

Ficha técnica

Camerata Studio
– Violinos: Alexey Chashnikov (spalla), Andreas Uhlemann, Carolina Kliemann, Elina Suris e Tatiana Vionogradova
– Viola: Andrés Lepage
– Violoncelo: Heloísa T. Meirelles
– Contrabaixo: Alexandre Rosa
– Arranjos e regência: Luís E. Corbani

– Preparação e direção vocal: Viviane Barrichello e Wagner Barbosa
– Transcrição do violão original em partituras: Diogo Carvalho

Gravações
– Estúdio Arsis (SP): Adonias Souza Jr. (todas as canções) e Daniel Tápia (Mano ao Mar, Levante da Aurora, Onde a Pele da Alma é Fina e Trama Justa)
– Studio Brothers (Porto Alegre): Wayner Nunes (Moi L’Indien)
– Estúdio 185 (SP): Rodrigo Carraro (Pelos Olhos de Clara e Mim) e Beto Mendonça (Mim) Estúdio Tocalyra (RJ): Vinícius Lyra (Mim, pré-produção)
– Estúdio Garimpo (RJ): Emiliano Sette (Macumba-Ciranda, pré-produção)
– Estúdio Wave (Ubatuba-SP): Vitor Larangeira (Levante da Aurora, Lírios e Macumba-Ciranda)

– Design do encarte: Laura Del Rey

Fotos
– Olho de David: Laura Del Rey; David e Rafael: Vitor Larangeira; David e Clara (com retrato de Dri): Lucas Bittencourt Martins Moreira
– Mixagem e Masterização: Adonias Souza Jr. – Estúdio Arsis (SP)
– Produção: David Calderoni e Adonias Souza Jr.
– Agradecimentos: a Talitha e Vitor Larangeira e a Marco Niz, pelas inesquecíveis jornadas solidárias de gravações em Ubatuba e a Ulisses Rocha, pela generosa e preciosa consultoria.

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O CD Viação vem levar a público dezessete canções de David Calderoni, representando uma amostra de mais de vinte anos de experiências originais de composição e interpretação inspiradas na tradição do violão cancionista brasileiro.

O CD Viação conta com a força de nomes expressivos do mundo das artes e da cultura, como Antonio Carlos Carrasqueira, Arnaldo Antunes, Eugénia Melo e Castro, Fabio Tagliaferri, Luiz Tatit, Mario Fuks, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Nailor (Proveta) Azevedo, Paulo Freire, Ricardo Breim, Roberto Freire e Toninho Ferragutti.

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Oi Rdio

Ficha Técnica

– Voz, violão e composições: David Calderoni
– Bateria e percussão: Adriano Busko
– Piano, teclados e flauta: Fabio Torres
– Saxofone e flauta: Daniel Allain
– Baixo, violões e direção musical: Swami Jr.
– Participações Especiais : Luiz Tatit / Mauro Wrona / Ná Ozzetti / Ricardo Breim
– Produção Fonográfica: David Calderoni
– Apoio: Departamento de Cultura Judaica
– Ano: 1998

Degustação de músicas

 

Viação

Pelicano

Cabo das Horas

Passarinha

Romance

Crítica

Além do talento para estabelecer relações inesperadas – ao mesmo tempo adequadas – entre melodias e letras, David executa seu violão de maneira a incorporá-lo no âmago da composição, combinando habilidade técnica e originalidade nas soluções harmônicas” e rítmicas.

Luiz Tatit – Compositor e Livre-Docente pela USP na área de Semiótica da Canção

Compor, tocar e cantar. Tudo em David Calderoni se integra harmoniosamente e harmonicamente. Neste seu primeiro CD Viação, David propõe uma canção intensa e inventiva, valorizada pela excelência da musicalização conduzida pela maestria de seu violão.

Celso Favaretto – Autor de Tropicália, Alegoria Alegria e
Doutor em Filosofia pela USP na área de Estética

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O CD Regeneração apresenta 11 canções compostas por David Calderoni, 6 das quais em parceria com Vinícius Calderoni, Sabetai Calderoni, Ricardo Azevedo, Ricardo Calderoni, Ricardo Breim e Edu Santana.

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Sonora Terra
Oi Rdio
Livraria Cultura

Ficha Técnica

– Produção, gravação, mixagem e masterização: Adonias Souza Jr. (Estúdio Arsis) ssistido por Marcos Fontoura no 2º semestre de 2003.
– Produção executiva e musical: David Calderoni
– Produção fonográfica: NH Assessoria Fonográfica
– Produção vocal: Lyba Serra
– Produção gráfica: Sergio Kon
– Imagens: Trabalho de Elidia Tessler, concebido especialmente para a exposição “Horas a Fio” (MAC-CE, Centro Dragão do Mar, Fortaleza/CE, 2003). Fotografado por Celso Oliveira
– Foto do David: Roberta Bertone
– Resgate de harmonias originais da canção ‘Regeneração’: Ulisses Rocha
– Pré-produção da canção ‘Pela Janela’: Alê Siqueira
– Ano: 2004

Degustação de músicas

 

Lembrança da Tia

 

Aldebarã

 

Rosa Madrugada

 

Futuro

 

Albatroz

 

Entrevista

Fazer música, poesia e psicanálise tem a ver com duas coisas estreitamente vinculadas: a pergunta pela origem das coisas e a necessidade de criar novas formas sensíveis. Tal necessidade brota da pressão expressiva do originário que ainda não tem nome. Sobre o barbante de que fala Maria Rita, eu diria que ser psicanalista é para mim, no mais das vezes, liberar o sutil onde o rude se amarra. E esse sutil é o mais singular de uma natureza que, voltando-se sobre si mesma, encontra força interior para sobrepujar as agruras do traumático.

Algo das relações simbólicas e imaginárias necessárias e universais de uma cultura só pode ser conhecido através daquilo que um sujeito produz de único.

Não há no pensar sobre a arte nada de aprioristicamente reducionista na utilização de dados biográficos – desde que postos a serviço de evidenciar motivos geradores latentes do próprio fazer artístico que, enquanto tal, parteja universos singularizantes.

Trecho da entrevista de David Calderoni concedida à jornalista e crítica de arte Juliana Monachesi por ocasião do lançamento em 27/03/2004 do livro de poemas Enviajando (Via Lettera, 2004) e do CD Regeneração (autoprodução, 2004). Acesse aqui a entrevista na íntegra.

Crítica

CD Regeneração e Livro Enviajando – apreciações críticas

Li com cuidado alguns de seus poemas de Enviajando, já ouvi três vezes o disco Regeneração, detendo-me pouco em qualquer uma das músicas, apenas para me familiarizar com o som. Parece-me bom, tranqüilo, com letras a exigir reflexão. Particularmente Maná, nesta primeira safra de audição.

Uma das qualidades de seu trabalho é a habilidade de tratar a sonoridade das palavras. Você joga bem com elas. Agrada-me, por exemplo, num poeta como Ricardo Reis, o jogo sonoro de Colhamos flores / molhemos leves / as nossas mãos. Agrada-me o choque sonoro do lha com o lhe, mais o jogo sintático, flores, objeto e leves, predicativo do sujeito…

Marcos Cardoso Gomes, em 28/03/2004

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Canções obtidas e registradas no trabalho junto ao Quilombo da Fazenda que compõem a trilha sonora do documentário-instituinte “Invenções Democráticas no Quilombo”.

Degustação de músicas

Acesse cada letra em seu respectivo link ou baixe todas neste link.

O Desafio de Lampião e Satanás

– Autor: Seu Zé Pedro
– Intérprete: Seu Zé Pedro
– Acesse a letra da canção.

Olha o degrau!

– Autor: David Calderoni
– Intérprete: Graziele Braga
– Coro: David Calderoni
– Acesse a letra da canção.

Vagalume

– Autor: Cristiano de Jesus Braga
– Intérprete: Cristiano de Jesus Braga e Comunidade
– Acesse a letra da canção.

Sou Quilombo

– Autor: Guilherme Euler Braga
– Intérprete: David Calderoni e Comunidade
– Acesse a letra da canção.

O Desafio de Lampião e Satanás

– Autor: Seu Zé Pedro
– Intérprete: David Calderoni
– Acesse a letra da canção.

Olha o degrau!

– Autor: David Calderoni
– Intérprete: David Calderoni
– Acesse a letra da canção.
– Acesse aqui o primoroso arranjo de cordas do Maestro Luís E. Corbani.

O Desafio de Lampião e Satanás (vinheta)

– Autor: Seu Zé Pedro
– Intérprete: David Calderoni
– Acesse a letra da canção.

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Trabalho final da disciplina ‘Teoria Política’ Ministrada pelo Prof. Francisco C. Weffort – 1º. semestre/1988

Esta lição de Maquiavel, seu saudável amor pela ‘verità effetuale delle cose’, (….) me fez lembrar que os grandes teóricos, que são marcos da filosofia política clássica, viveram e pensaram em meio às grandes revoluções dos séculos XVII e XVIII, ou às vésperas delas, para dar respostas a questões com que os confrontava a realidade de seu tempo (….) e são nossas ainda hoje, de tal modo que retornar à herança que nos legaram é pensar, na atualidade, os desdobramentos da filosofia política que construíram e avaliar sua atualidade para interpretar nossa própria realidade (…) 1.

Os seguidores do realismo conservador pretendem-se inspirados em Maquiavel e, contudo, deixam de lado um ensinamento essencial do mestre florentino. O verdadeiro realismo político consiste em ver os acontecimentos como ‘cose a fare’. (…) Nenhuma democracia se construiu jamais como simples reflexo de exigências supostamente inelutáveis da história. (…) Por mais que as condições pesem, por mais que o passado se imponha, sempre há escolhas a fazer. (….) a ação política (…) é, por excelência, um ato de liberdade (…) 2.

Os gregos (…) foram os primeiros a pensar sistematicamente sobre política, a observar, descrever e, finalmente, formular teorias políticas. (…) Afinal de contas foram os gregos que descobriram não apenas a democracia, mas também a política – a arte de decidir através da discussão pública – e, então, de obedecer às decisões como condição necessária de existência social civilizada. (……) Protágoras (…) desenvolvia uma teoria política democrática. A essência dessa teoria (…) é que todos os homens possuem ‘politike techne’, a arte do julgamento político, sem a qual não poderia haver uma sociedade civilizada 3.

Dessas citações um tanto extensas é possível tecer alguns comentários, deslindando relações entre o tema deste trabalho e o conteúdo dos excertos destacados, no intuito de ancorar algumas questões pertinentes.

Entre o título e o tema do trabalho, entre o ator e o cidadão, entre o Leviatã e a Atenas, teço então o presente texto.

Leia o trabalho na íntegra.

Referências

1 – Montes, Maria Lúcia – Poder Constituiente e Democracia in “A Constituinte em Debate” – colóquio org. por L. R. Salinas Fortes e Milton M. Nascimento, Sofia Editora, SP, 1986, p. 211

2 – Weffort, Francisco C. – “Por Que Democracia ?”- Brasiliense, SP, 1986, pp. 30 e 31

3 – Finley, M. I. – “Democracia Antiga e Moderna” – Graal, R.J., 1988, pp. 26, 27e 40.

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O presente projeto de pesquisa delineou-se a partir de questões surgidas na leitura da tese “A Força da Realidade na Clínica Freudiana” de autoria de Nelson Coelho Jr., a quem cabe, portanto, expressar nossa gratidão.

Neste trabalho, cruzando o exame das noções de realidade na obra freudiana com a reflexão sobre relatos clínicos de análises empreendidas por Freud e por ele mesmo, Nelson propõe o conceito de realidade clínica. Através de tal conceito, Nelson visa circunscrever a especificidade da situação clínica, criando um articulador teórico para a tensão entre realidade externa e realidade psíquica que permita pensar os modos pelos quais as mencionadas polaridades comparecem na dinâmica das curas.

Em seu trabalho, a construção do conceito de realidade clínica conhece uma passagem decisiva num ensaio denominado Pedro – A Realidade entre o Visível e o Invisível. Nelson aí discute o caso de Pedro, um jovem de 15 anos que se queixa de uma afecção cutânea que, em entrevista prévia, seu pai, médico, nomeara como uma “psicodermatite de fundo indubitavelmente psíquico, emocional”.

Logo na primeira ida ao consultório, suspeitando de que o analista não acredite quão sério é o que acontece em sua pele, Pedro lhe pergunta se quer vê-la, nas lesões. Nelson conta o que se segue:

Devolvo, perguntando a ele se quer me mostrar, se quer que eu veja. Ele mostra. Eu vejo. Foi difícil manter o olhar sobre seus pés e pernas. Difícil ver um corpo deformado por feridas alérgicas, semelhante a pernas e chagas à mostra por mendigos no centro de São Paulo. Algo se construía neste momento inicial de trabalho. Algo do setting, algo do binômio fala/escuta tinha sido rompido.

Em consonância com a seqüência exitosa do tratamento, Nelson vem a propor a idéia de que abrir-se ao mostrar/ver teria propiciado a mobilização e a expressão de determinações traumáticas sobre as quais Pedro não havia feito a experiência de uma fala própria, de modo que a função do analista consistiu em acolher em ato a visibilização do indizível para poder incluí-lo na dimensão da palavra.

Não obstante, detive-me no fato de que Nelson, num primeiro momento, viveu as agruras de uma contradição entre o caminho da cura – que apontava ao mostrar/ver – e os limites de uma certa concepção do setting – circunscrito ao falar/escutar.

Coloquemos assim:
– o analista percebeu que era decisivo abrir-se ao mostrar/ver;
– o analista expôs sua percepção a deformidades repulsivas;
– o analista percebeu-se como rompendo a forma canônica do setting;
– tais percepções custaram ao analista conflito e sofrimento psíquico;
– aprender com este sofrimento psíquico é fazer psicopatologia psicanalítica.

Ao utilizar a categoria da percepção, tenho em mente uma operação que, sem deixar de ter efetividade no plano cognitivo, deite raízes naquilo que Merleau-Ponty, após perquirir os processos antepredicativos de sentido originários no corpo, veio a designar por carne. Busco assim situar o processo psicanalítico de produção de sentido em um âmbito salvaguardado da soberania da consciência de si reflexiva e do paradigma iluminista que identifica os entraves da cura aos pontos cegos do analista.

Ao evocar, em conexão com a noção merleau-pontyana de percepção, a idéia de uma aprendizagem, tenho presente a concepção de Pierre Fédida, segundo o qual, na minha leitura, psicopatologia consiste em poder aprender desde dentro com a paixão, com o sofrimento. Invoco as palavras de Fédida:

(…) na tradição do poeta Ésquilo (seria interessante ler a peça Agamenon) emprega-se a expressão ‘Patei-matos’ para designar o que é pático, o que é paixão, o que é vivido. Aquilo que pode se tornar experiência. Em alemão se empregam os verbos erleben (presenciar) – erfahren (experimentar). ‘Psicopatologia’ literalmente quer dizer: um sofrimento que porta em si mesmo a possibilidade de um ensinamento interno.

Observa-se que há uma interioridade em jogo. Para que se dê um ensinamento interno, é necessário que se constitua essa dimensão de interioridade. Emprego a noção de constituição e não de existência na medida em que considero que o próprio âmbito em que ocorre a aprendizagem não é dado e sim conquistado.

Ora, constituir essa dimensão de interioridade onde o sofrimento possa tornar-se ensinamento não seria o escopo mesmo da realidade clínica?

Dessa interioridade situada no caminho entre a realidade exterior e a realidade psíquica acredito ter encontrado em Freud um recorte metapsicológico onde a percepção e o inconsciente pontilham o roteiro do tratamento psicanalítico:

Normalmente, todos os caminhos desde a percepção até o Ics. permanecem abertos e só os que partem do Ics. estão sujeitos ao bloqueio pela repressão (…) … 0 tratamento psicanalítico se baseia numa influência do Ics. a partir da direção do Cs. e pelo menos demonstra que, embora se trate de uma tarefa laboriosa, não é impossível. Os derivados do Ics. que agem como intermediários entre os dois sistemas desvendam o caminho (….) para que isto se realize.

A título de hipótese diretriz do presente projeto de pesquisa, proponho que os derivados do Ics. que agem como intermediários entre o Pcs. e o Cs. constituem o lugar metapsicológico da realidade clínica. Proponho, ainda, que a noção merleu-pontyana de reflexão sensível seja pertinente e frutífera para pensar os modos pelos quais a percepção informa a realidade clínica.

O prosseguimento da pesquisa buscará material no depoimento e nas obras de artistas como Eisenstein e Fernando Pessoa, bem como na experiência dos analistas que ousam escancarar os bastidores de seus atos.

Baixe o texto completo.

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Tese apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, como parte dos requisitos para obtenção do título de Doutor em Psicologia.

Dedicatória

Quando meu corpo, transbordado de idéias, as imobilizava, quem seria minhas mãos?

Mas porque estavas aí, estavam lá:
uma mão mantinha o mundo em suspenso
outra mão mantinha o mundo a girar.

E é assim que o trabalho te pertence, Dudu
esta tese é mais um filho em nosso amar.

Trecho da tese

Este texto tem por objetivo apresentar algumas articulações entre o relato clínico do caso de Nair e considerações clínicas, teóricas e metapsicológicas correlatas, com vistas ao exame de minha tese de doutoramento no Instituto de Psicologia da USP.

A forma final do trabalho resultou de duas direções de pesquisa que se revelaram intrinsecamente convergentes: Aquém do Espelho: Estudo Psicanalítico sobre os Fundamentos da Potência Auto-Simbólica do Sujeito, título original do projeto de tese de doutorado (1995) e subseqüentes relatórios anuais (1996 a 1999) desenvolvidos junto ao IPUSP e Psicopatologia da Percepção Clínica na Prática Psicanalítica, projeto de pesquisa desenvolvido a partir de 1996 no Laboratório de Psicopatologia Fundamental do Núcleo de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP.

A questão da gênese da potência auto-simbólica, inicialmente referido ao Caso Hermes (matéria da dissertação de mestrado, conforme detalharei na subseqüente introdução), recebeu em seguida os aportes de novas experiências clínico-institucionais, entre as quais se destaca a freqüência às supervisões junto ao Serviço de Atendimento Individual na Estrutura Familiar do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP, dirigido por Jussara Falek Brauer, idealizadora de um original dispositivo psicanalítico para a investigação e o tratamento de psicoses, cuja proficuidade heurística e terapêutica pude acompanhar (cf. trabalhos e relatório de 98).

O questionamento da teoria psicanalítica da constituição do ego e do objeto conduziu a aprofundar o estudo das teorias sobre os processos de simbolização e percepção, em vertente metapsicológica (Freud, Ferenczi) e ontológica (Espinosa, Merleau-Ponty). Nesse percurso, as contribuições teórico-clínicas de Pierre Fédida foram-se delineando como referência fundamental para pensar a simbolização a partir da problemática do autismo.

Os trabalhos de 99 ampliaram para além da psicanálise o diálogo com autores contemporâneos (Eugène Minkowski, Oliver Sacks), em cujos escritos teórico-clínicos buscamos pontos de apoio e de contraponto ao desenvolvimento da hipótese-diretriz da pesquisa, a qual mantemos e sustentamos: o sujeito constitui o objeto antes de se autoconstituir como ego.

Finalmente, o caso de Nair revelou-se como central tanto para exprimir a convergência dos caminhos de pesquisa, como para embasar a estratégia genética da exposição de seus resultados.

Baixe a tese.

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Como é possível que diferentes vertentes da psicopatologia possam dialogar, cooperando, transformando-se e enriquecendo-se reciprocamente, de modo a engendrar novos saberes e novas práticas?

Este livro permite vislumbrar a condição ética dessa interdisciplinaridade – a disposição para modificar-se à luz do outro, base para que a diversidade de especialidades transforme-se numa cooperação autenticamente pluralista e dialógica.

O leitor poderá prosseguir o diálogo ali onde os textos revelam-se como um trabalho auto-interrogativo: mais que especialista, cada autor é um curioso, pesquisador aberto às diferenças interdisciplinares porque aberto às diferenças que lhe são interiores. Afinal, em psicopatologia, a aventura do saber é também a do autoconhecimento. Adquira o livro.

Ficha técnica

Editora: Via Lettera
Autor: David Calderoni (Org.)
Ano: 2002
Edição: 1ª
ISBN: 8586932833
Número de páginas: 160

Orelhas

Caro leitor, eu sou a orelha do livro.

Diga-me: por qual meandro deseja penetrar nos labirintos da psicopatologia?

Se o seu interesse estiver voltado à história dessa disciplina, lendo adentrará com proveito o percurso de constituição das noções de doença mental, loucura e desrazão e palmilhará com espanto os caminhos pêlos quais a medicina veio a se tornar uma arte muda.

Se a sua predileção recair sobre as interfaces do bioquímico e do psíquico, ofereço na direção mente-corpo o que a psicoterapia vem buscando diante da drogadicção e, na mão inversa, um apanhado histórico dos avanços da psicofarmacologia no tratamento dos transtornos mentais.

Se o seu problema é diagnóstico, poderá trilhar muitas dimensões dessa questão na psiquiatria e, encaminhando sua interrogação aos fundamentos éticos da cura, poderá acompanhar a abertura terapêutica propiciada por diferentes reações frente ao paciente.

Se me seguiu até aqui, decerto o leitor é uma pessoa ligada à cultura. Siga as páginas. Elas o levarão a rincões da psicanálise deslindados pela bússola da arte e da religião, aportando também ao quanto esta pode favorecer a saúde mental, segundo uma perspectiva psiquiátrica que tem sido preconceituosamente desconsiderada.

Prometo que ao final da jornada o leitor escutará, multiplicadas, as indagações que ecoam no labirinto da orelha.

Psicopatologia: Psicofarmacologia, Psiquiatria, Psicanálise

Por David Calderoni

Os excelentes textos que compõem este livro foram elaborados ou reavivados tendo em vista o lançamento do Curso de Especialização em Psicopatologia NAIPPE/USP, evento que teve lugar no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da universidade de São Paulo em 27 e 28 de setembro de 2002.

Intitulado Psicopatologia: psicofarmacologia, psiquiatria, psicanálise, o evento centrou-se numa série de conferências organizadas em torno de quatro eixos temáticos: interfaces do bioquímico e do psíquico; percursos na história da psicopatologia; bases e critérios para diagnóstico e terapêutica; psicopatologia e cultura.

Dessa forma, procurou-se presentificar o espírito cooperativo e o campo de abrangência que estruturam de modo dialógico e plural o Curso de Especialização em Psicopatologia NAIPPE/USP.

Já na própria produção do evento de lançamento do Curso, tal cooperação e abrangência materializaram-se em diversas ações convergentes às quais aqui cabe prestar reconhecimento: o Prof. Dr. Francisco Lotufo Neto acolheu pronta e ecumenicamente o projeto do Curso, incorporou-se à sua equipe de coordenação e lhe franqueou a estrutura do AMBAN (Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP), onde pudemos contar com o prestimoso secretariado de Cristiane Pinheiro Lima e Luciana dos Santos; a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, na pessoa do Digníssimo Pró-Reitor Prof. Dr. Luiz Nunes de Oliveira, destinou apoio financeiro ao evento, patenteando a percepção de que a pesquisa está no cerne de nossa proposta. A essas pessoas concretizamos nossa gratidão nessa obra coletiva que testemunha o sentido de seus esforços.

Somando-se a esses decisivos apoios, dignas de nota foram as presenças, na abertura do evento, do Prof. Dr. Braz Araújo, Coordenador Científico do NAIPPE/USP, e do Dr. Oswaldo Ferreira Leite Netto, Diretor do Serviço de Psicoterapia da FMUSP. Assim como na abertura do evento, a presença de ambos nos textos de abertura da presente publicação vem reforçar a tradição humanista da psicopatologia e atestar o reconhecimento acadêmico da USP à sua dimensão político-estratégica.

Certamente, há questões macropolíticas candentes que marcam a contemporaneidade psicopatológica e contextualizam a dimensão ética das propostas do Curso, Em nível nacional, destacam-se os debates e providências que envolvem a chamada reforma psiquiátrica, em que se jogam as questões da inclusão e exclusão social correlativas a diferentes estratégias de diagnóstico e, sobretudo, de tratamento. No plano da Organização Mundial da Saúde, a decretação da moratória para a revisão dos sistemas internacionais de classificação das doenças mentais põe em xeque os postulados de ateoricismo e de neutralidade política e axiológica na base dos critérios taxonômicos, abrindo campo à cooperação interdisciplinar para redefinição de fundamentos epistemológicos e encaminhamento de novas propostas de compreensão do sofrimento psíquico em que a perspectiva etiológica retoma sua legitimidade.

Sendo tais questões macropolíticas do interesse do Curso de Especialização em Psicopatologia NAIPPE/USP, não devemos esquecer que são os dispositivos micropolíticos cotidianos que constituem amiúde o espaço concreto onde se materializam a forma e o conteúdo dos cuidados para com a saúde mental.

Tendo isso em conta, pensamos que é na qualidade ética de cada membro de uma ampla equipe multidisciplinar que se decidem o sentido e o alcance de nossa proposta de ensino e pesquisa. Este livro permite vislumbrar essa qualidade ética – a disposição para se modificar a luz do outro, condição para que a diversidade de especialidades transforme-se numa cooperação autenticamente pluralista e dialógica.

Colaborador ou docente do Curso, mais do que especialista, cada autor é um curioso, pesquisador aberto às diferenças interdisciplinares porque aberto às diferenças que lhe são interiores. Afinal, em psicopatologia, a aventura do saber é também a do autoconhecimento.

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