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MANIFESTO “VAMOS APOSTAR NA VIDA!”

“O Brasil não pode ser o país da morte!”|
Esta exclamação de Caetano Veloso é o imperativo de toda uma nação!
Trinta cidades paulistas se livraram da pandemia pela estratégia do confinamento (lockdown)!
Apoiada por uma Renda Básica decente, essa mesma estratégia pode salvar centenas de milhares de brasileiros e ativar a economia!
Que todas as pessoas e instituições do Brasil se irmanem nessa missão que é tão sagrada como a vida!

Texto: David Calderoni
Hino do Evento: Gabriel Oliveira

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Recentemente, o MID constelou o projeto “CORRE MOEDA MUDAS”, título da iniciativa e do documentário homônimo que tomam parte da campanha de recicladores paulistanos para ultrapassar dificuldades financeiras e laborais decorrentes da pandemia, de modo a promover um plano de sustentabilidade e educação ambiental que inclui a instituição da Moeda Social “Mudas” (mediante o apoio  da Rede Brasileira de Bancos Comunitários), incluindo também a participação de extensa horta comunitária periférica e a criação de um circuito econômico mutuamente proveitoso entre recicladores, moradores e comerciantes locais, num arranjo permeado por iniciativas acadêmicas e artísticas em níveis inter-regional, nacional e internacional.

O “CORRE MOEDA MUDAS” está vinculado ao projeto da Universidade Internacional do Catador, outra inventiva e democrática iniciativa articulada por Cleiton Emboava, Leticia Soares Honório e Maria Dias.

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(1973) A Mais Revista n.1

Colégio Equipe, 1973, “A mais REVISTA – 1”: capa, editorial e excerto com dois poemas meus, aos 15 anos.

 

(1974) Jornal do Grêmio n.2

Nessa época, eu tinha 16 anos e dois meses de vida e a sorte de, em plena ditadura militar, pertencer a uma democrática e efervescente comunidade de professores e alunos onde pude deixar um poema numa caixa aberta a todos próxima ao mural do saguão, e vê-lo depois publicado, como testemunham as imagens do Jornal do Grêmio (número 2 – abril de 1974) do Colégio Equipe, São Paulo (SP), Brasil, frente e verso(s).

 

(1978) Manifesto da I Semana Universitária Nacional da Arte

1978. Eu cursava o terceiro ano de Psicologia e o primeiro de Filosofia na USP, onde integrava o Núcleo de Música e também o Núcleo de Poesia do DCE-LIVRE – diretório central dos estudantes, oposto à ditadura. Minha prima-irmã gaúcha Sandra Jovchelovitch militava também no movimento estudantil e, com sua irmã caçula Marlova, recebeu a mim e a Ciro Pessoa (então parceiro de Bernardo Ajzenberg), que fomos tocar na I Semana Nacional de Arte, para a qual redigi um Manifesto estranho, estranhamente (?) atual.

 

(2000) Curso de Psicopatologia

Concepção do Curso de Psicopatologia (pós-graduação lato-senso), cujos objetivos originais persistem em sua trajetória de duas décadas, tendo perpassado a FMUSP, a FSP e vindo a ser abrigada na FCMSC, sob o título de Psicopatologia de e Saúde Pública – Curso de Especialização.

(2007) Trama Justa

Acesse aqui o projeto.

(2008) Encontro “Movimento das Invenções Democráticas”

Em 25/10/2008, em minha residência, organização do encontro que deflagrou o Movimento das Invenções Democráticas. Acesse aqui o projeto.

(2009) Carta de Princípios do Nupsi

Proposição e redação da Carta de Princípios do Nupsi. Acesse aqui o projeto.

(2010) Invenções Democráticas No Quilombo

Acesse aqui o projeto.

(2010) Quilombo Canta

Acesse aqui o projeto.

(2011) Projeto Transcriando

Acesse aqui o projeto.

(2012) O encontro da Renda Básica com a Economia Solidária

Em 2012, organizo “O encontro da Renda Básica com a Economia Solidária”

(2013) Paul Singer e Clarita Müller-Plantenberg no Quilombo da Fazenda em Ubatuba

Vídeo de 2013, quando eu e Maria Lúcia Calderoni levamos Paul Singer e Clarita Müller-Plantenberg ao Quilombo da Fazenda em Ubatuba

 

Este evento foi assim noticiado pela Prefeitura de Ubatuba:

Visita ilustre de Paul Singer marca série de ações em prol das comunidades tradicionais de Ubatuba

O Secretário…

Pubblicato da Mauricio su Mercoledì 18 settembre 2013

 

(2013) Construções da Felicidade: Colóquio Internacional Nupsi-USP

(2015) Renda Básica em Maricá

Em 07/11/2015, em evento organizado por David Calderoni, Washington Siqueira (Quaquá), então prefeito de Maricá, anuncia que decretará Renda Básica em sua cidade.

(2015) A primeira Universidade Internacional Democrática da História

Em 23/11/2015, decreto de Washington Siqueira (Quaquá), então prefeito de Maricá, nomeando-me reitor-organizador da UniMar, contendo lineamentos da primeira Universidade Internacional Democrática da História.

Professor Paul Singer respondendo à questão:

“Por que criar uma Faculdade de Economia Solidária em uma Universidade de Invenções Democráticas?”

 

(2016) Despedida como reitor-organizador da UniMar

Dezembro de 2016: em correspondência enviada a Washington Siqueira, mensagem de agradecimento, prestação de contas (com respectivos anexos dos projetos organizados) e despedida como reitor-organizador da UniMar.

Excelentíssimo Senhor Prefeito de Maricá Washington Luiz Cardoso Siqueira

Foi em meados de 2015 que comungamos a utopia de construir uma universidade democrática!

No final de novembro deste mesmo ano de 2015, o senhor me nomeou reitor-organizador dessa universidade democrática (JOM em anexo 1).

Passado mais de um ano, o objetivo da presente comunicação consiste, em primeiro lugar, em sintetizar o que foi possível realizar a caminho dessa utopia, a saber:

1. concepção de estratégia, de autoria de Washington Siqueira e Yaacov Hecht, para Cursos Internacionais de Especialização em Economia Solidária e em Educação Democrática (anexo 2);

2. concepção de estratégia, de autoria de Washington Siqueira e Yaacov Hecht, para iniciarmos a Universidade mediante Faculdades Internacionais de Economia Solidária e de Educação Democrática (anexo 2, também);

3. pesquisa e obtenção junto a Natacha Costa, Diretora da Cidade Escola Aprendiz, dos seguintes dispositivos, metodologias e informações (anexo 3) relevantes para integrar ações da universidade e do sistema maricanse de ensino como um todo, integração prevista no Decreto de nomeação:

– Diagnóstico Socioterritorial que combina dados primários e secundários;
– metodologia de construção dos Centros de Educação em Direitos Humanos de São Paulo:
– site do projeto do Rio, Aluno Presente:
– link para o site com o mapa das 178 experiências reconhecidas como Inovadoras e Criativas em Educação.

4. Projeto, de Sabetai Calderoni, da Fábrica de Reciclagem Cooperativa e Solidária, prevista no Decreto de nomeação (anexos 4 e 5);

5. Projeto arquitetônico, de Sabetai Calderoni, para integrar a Universidade aos CEPTs, integração também prevista no Decreto de nomeação (anexo 6).

Gostaria, por fim, de colocar o meu cargo à disposição. Considero que o meu mandato não deva prosseguir além do mandato da autoridade que me nomeou. Isso dará toda liberdade para que o próximo Prefeito monte a equipe para a Universidade conforme as suas concepções e entendimentos.

Com o meu reconhecimento e gratidão,

David Calderoni

Lista de anexos
Anexo 1
Anexo 2
Anexo 3
Anexo 4
Anexo 5
Anexo 6

(2016) Projeto Unidade de Saúde e Cooperativismo (saúde física e mental & geração de renda)

29/5/2016 – chez Dra. Nádia – Creações Ilimitadas vivendo a Utopia da Unidade de Saúde e Cooperativismo – parte 1

28/5/2016: rumo à utopia da Unidade de Saúde e Cooperativismo (saúde física e mental & geração de renda), a iniciar pelo meu querido Quilombo da Fazenda (Ubatuba, SP) – parte 2

29/5/2016 – na casa itamambucana (Ubatuba – SP) da médica sanitarista Dra. Nádia, vivendo a Utopia da Unidade de Saúde e Cooperativismo – parte 3


28/5/2016: rumo à utopia da Unidade de Saúde e Cooperativismo (saúde física e mental & geração de renda), a iniciar pelo meu querido Quilombo da Fazenda (Ubatuba, SP) – parte 4

28/5/2016: rumo à utopia da Unidade de Saúde e Cooperativismo (saúde física e mental & geração de renda), a iniciar pelo meu querido Quilombo da Fazenda (Ubatuba, SP) – parte 5

 

(2018) Depressão e Eleição – Le Monde Diplomatique

Acesse aqui o projeto.

(2019) Renda, Trabalho, Saúde – 1ª Jornada

Vídeo completo do evento Renda Trabalho, Saúde – 1a Jornada:

Cartaz/Programa do evento:

Neste momento político de luta pela preservação de Direitos Fundamentais, é urgente refletir sobre os sofrimentos determinados pelo trabalho e pelo desemprego e sobre as alternativas de dignidade econômica sustentadas pelos movimentos da Renda Básica, da Economia Solidária e dos Direitos Humanos. Este evento nasceu do desejo de que ações setoriais e conjuntas envolvendo renda básica, bancos comunitários, moedas sociais, cooperativismo social, direito universal à saúde física e mental e outras ações afirmativas de direitos humanos permitam conjugar esforços para retomar construções do bem-comum. É com esse propósito que o INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE convida para o evento:

RENDA, TRABALHO, SAÚDE – 1a Jornada
2/8/19, 6ª-f., 20h às 23h (recepção e café: 19h às 19h45)
R. Min. Godói, 1484 – SP – F.: (11) 3866-2730

Abertura: M. Laurinda R. Sousa – psicanalista. Membro do GT SMTDH – Grupo de Trabalho: Saúde Mental, Trabalho e Direitos Humanos do Instituto Sedes Sapientiae. Professora do Curso de Psicanálise e Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.
Apresentador e comentador: Leandro Teodoro Ferreira – Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo, Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Federal do ABC, presidente da Rede Brasileira da Renda Básica e assessor parlamentar de Eduardo Suplicy.

Origens e horizontes desta jornada: David Calderoni – Professor do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da Santa Casa/SP, pós-doutor em Psicologia/USP, Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e propositor do evento.

PALESTRANTES
Leonardo Pinho – Sociólogo, Presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Presidente da UNISOL BRASIL – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários e Vice-Presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental.

Joaquim Melo – Teólogo e Educador Popular, fundador e coordenador da Rede Brasileira de Bancos Comunitários.

Damares Vicente – Assistente Social e membro do GT SMTDH. Pós-Doutora em Serviço Social pela PUC-SP. Pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho e Profissão da PUC-SP. Membro do GT SMTDH – Grupo de Trabalho: Saúde Mental, Trabalho e Direitos Humanos do Instituto Sedes Sapientiae. Consultora em Políticas de Seguridade Social.

Eduardo Suplicy – vereador em São Paulo, autor da Lei da Renda Básica de Cidadania e Presidente de Honra da Rede Brasileira da Renda Básica e da Basic Income Earth Network (Rede Mundial da Renda Básica).

EVENTO GRATUITO. Inscrições pelo site www.sedes.org.br ou presencialmente.
Parcerias: Grupo de Trabalho: Saúde Mental, Trabalho e Direitos Humanos (GT SMTDH) e Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.
Apoios (colocar os respectivos logotipos da lista a seguir, aos quais se somem os logotipos do Departamento de Psicanálise e do Instituto Sedes Sapientiae): ABRASME, CNDH, Rede Brasileira de Bancos Comunitários, UNISOL BRASIL, Rede Brasileira da Renda Básica e Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

(2019) Renda, Trabalho, Saúde – 2ª Jornada

Texto do Cartaz/Programa do evento:

Com esperança e alegria, apresentamos a programação do 15o Colóquio do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP intitulado ‘Renda, Trabalho, Saúde’. Em meio a crises pessoais e sociais, quais são as experiências e propostas de trabalho com promoção de saúde, dignidade e renda? O número alarmante de desempregados e subempregados, a quantidade exponencial de pessoas adoecidas em função das condições atuais da organização do trabalho ou de sua falta torna essa temática essencial à discussão psicopatológica e à saúde pública. Que alternativas de vida propriamente humana existem em tempos de automação, de inteligência artificial substituindo vagas de emprego e da precarização brutal das atividades laborais com a perda cada vez maior de garantias trabalhistas básicas? Como enfrentar as estatísticas crescentes de burnout e depressão ligadas às pressões do trabalho contemporâneo? Como compreender as complexas relações laborais atualmente existentes, escutando e dando voz ao trabalhador? Nestas perspectivas, abordaremos a articulação entre trabalho e saúde mental, apresentando perspectivas e experiências concretas, destacando o contexto dos trabalhadores da saúde e buscando comunicar antídotos para uma crise que nos atinge a todos.

Minha fala no evento

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Coletânea de obras publicadas no Facebook e no Medium.

se a pétala branca tingida de sangue
o olhar recém-nascido percebe como rosa,
que do outro lado do espinho
o ódio não seja a última palavra.

Desaprender a pensar falar andar escutar ver cantar tocar respirar aspirar encenar acenar ser. Desapegar Despegar Desaver o polegar desse escrever. Nada mais oferecer a si e ao mundo. Sentir-se Flávio Migliaccio. E no final de sua mensagem derradeira, onde tudo até então era derrota de quaisquer esperanças, reencontrá-las na vital exortação: “-Cuidem das nossas crianças!”

Desponteante

Ói mariposas
Posando asas
Galáxias tesas
Luco-fusqueiam
Tremelicantes

Poentes nascem
Nascentes noites
Desadiantes
Dos doravantes
Vão-se espichando

Vão  pinicando
Desponteantes
As taturanas
Dos horizontes
Onde se casam

Lua e Luar

Lua e Luar
diferem no ausentar.
Qual crença sustenta a existência da primeira quando o segundo se esvai?
costume? memória? amor? ciência? filosofia que se naturaliza
ou a própria natureza da filosofia?

Um Minuto

Queria pedir com licença para pedir de modo gentil e respeitoso um minuto de silêncio (apenas um minuto de silêncio) para o silêncio de 7,5 bilhões de pessoas silentes silenciosas silenciadas na incalculável quantidade de moedas que tilintam em plenitudes de desvãos de fatos e direitos ecoando ando ando ando en-sur-de-ce-do-ra-mente mente mente mente entre impenetráveis esmagadores paredões que se espelham que se abraçam que se estreitam entre a Lei do Silêncio e o Silêncio da Lei.

M0MENT0

A flor está fixa e eu ando de cá para lá
Se há gênio na lâmpada diga-me como esfregar
Memória em vão de saudade é cal, mas é pá?
Caverna me importa se aporta um teto pra já

Caetano aprende com Gil a tocar violão
Zécarlos compõe com Geraldo uma bela canção
David vê um rumo no Rumo escutando seus sons
Já Chico me inscreve suas íris de mil megatons

Se hoje me pego contente episodicamente
Tributo essa glória ao construto de toda essa gente
O tempo é o que liga e desliga o corpo da mente
A obra de arte é o enquanto do eternamente

Poesia

A cigarra sente um formigamento
A cigarra sente que está formigando

A formiga sente um encantamento
A formiga sente a canção chamando

A canção não sabe se está de mudança
A canção não sabe se estão mutando

As três bailam na dança densa
Que pensa pensar a minha existência

Oração

a quem eu ame
eu desejo que ame
não me importa quem
ou me importa, amém.

Corpoamor

Se, entre o quitute e o dejeto,
da ingesta se extrai energia,
por que, nessa obra de orgia
extratora, algo seria abjeto?

Luto, Luto

Desvestirei o luto por este mundo
Quando mudar o mundo porque luto!

Desponteante

Tem borboletas
Abrindo asas
Galáxias sedas
No desdobrá-las
Se entremostram
No lusco-fusco
Poente nascente
Nascente noite
Surgindo adiante
Do doravante
Vai-se espichando
Vai pinicando
Desponteante
A taturana
Do horizonte

Rumo à Gaia

— De onde viemos?
— Da mãe!
— Aonde vamos?
— À Mãe!

Tudinho no fundo é janela

Aurora amanhece poesia
Bom dia a quem examina
Maçã na menina dos olhos
Olhar de futuro em peneira
Demétrio à cata de um verso
Impulso em pausa em seu dentro
Refluxo de instante a instante
Polias da esteira no avesso
Pupila e oculista em namoro
Mirante perante sua beira
Persona que um trauma mascara
Embalo cavalo escoiceia
Amor/Desamor num estalo
O filho no sonho da freira
Prudência que a vida receia
O ciclo franqueia o ovário
Respiro na trama da meia
Do torno saiu arruela
Distância da olheira à viseira
Rodeio ao núcleo do elétron
Metrô Liberdade no centro
Há lentes de aumento à miúde
Afresco que o agora craquela
Eu venho à pé à Saúde
O sacro da aura do cetro
Ki-Suco à memória em refresco
Da Vinci anterior ao espelho
Meu cego astrolábio é banguela
O halo da lua no escuro
História, ultramar do fraseio
Delírio que o vero revela
Parágrafo após a sentença
Os poros na pele da tela
Novela, domingo, quadrinho
Ausência, presença do imenso
Tudinho no fundo é janela
Estrela, espaço, estrela

Original no Medium.

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Videoclip de “A Casa Pelada”

 

Ficha Técnica

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, backing vocals, teclados, baixo, guitarra, percussão e programação de bateria.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.
– Animação: Alexandre Coscodai
 

Videoclip de “One Way To Go”

 

Ficha Técnica:

Produção e Direção: Marco Paraná
Assistente de Produção: David Sandler
Edição: Marco Paraná
Primeira Câmera: Marco Paraná
Segunda Câmera: David Sandler
Assessoria de Imprensa: Daniela Ribeiro
 

A Casa Pelada: Letras das músicas (Playlist)

Acesse as letras das músicas de A Casa Pelada baixando o encarte do CD neste link ou ouça o disco e acompanhe as letras acessando a playlist abaixo:

 

David cantando na TV Brasil

 

Videoclipe da canção Levitações

 

Ficha Técnica

David Calderoni: letra, música, canto e violão
Arranjo e Piano: Mario Boffa Jr.
Iº Violino – Aldino Nuñes
IIº Violino – Laércio Diniz
Viola – Alexandre Nazak
Cello – Ana Chamorro
Contrabaixo – Daniel Pereira
Gravação e Mixagem: Bruno Cardozo
Videoclipe de Tamara Ka/Philbus Produções
Gravado em 2/9/19 no BRC Estúdios (SP)
 

Reza Mansa Reza Mansa (Joel Timoner, David Calderoni)

 

Ricardo Coração de Orquestra

Mediante suporte técnico e financeiro de Adonias Souza Jr. e Sabetai Calderoni, aos quais muito agradeço, compus e gravei há pouco “Ricardo Coração de Orquestra”, singela canção-homenagem a meu sobrinho Maestro Ricardo Calderoni que, além de morar no meu coração, enriquece o do mundo com múltiplos e admiráveis bem-fazeres, tais como:
trabalha para prover a jovens o direito à cultura entravado por barreiras socioeconômicas; foi merecidamente premiado por Tesouros do Holocausto, projeto de apresentações públicas de orquestrações produzidas a partir de partituras resgatadas de campos de concentração; regeu obras sinfônicas próprias ovacionadas em palcos de relevo mundial, tais como o Carnegie Hall; é saudado entre maestros e músicos de excelência, tais como o clarinetista Proveta, de quem se escutou algo assim: “na evidente brasilidade da música universal que ele compõe, cabe atentar a que universos Ricardo Calderoni está expandindo a música brasileira!”
De sua plêiade temática vinculada a causas sociais (que vão da Amazônia ao Mediterrâneo), indico aqui a comovente obra “The body of a child” (O corpo de uma criança):

 

 

A valsa de Yankel

 
Canção que venho de compor em homenagem ao benemérito Dr. Jacob Jovchelovitch no transcurso de seu nonagésimo ano de vida—e, também, em memória de sua esposa Regina, de seus pais, irmãos e, especialmente, em lembrança de Luiza, sua irmã mais velha e minha mãe.

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Áudios completos das músicas

A Casa Pelada

Mundos e Fundos

One Way to Go

Multiversos

Como ser Feliz

Notícias de Leonardo

Ser Livre Daniel

Caetaninar

Canção para Theo

Li-Alice

Tudo Flui

Vulcânica Adriana

 

Videoclip de “A Casa Pelada”

 

Ficha Técnica

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, backing vocals, teclados, baixo, guitarra, percussão e programação de bateria.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.
– Animação: Alexandre Coscodai

 

Videoclip de “One Way To Go”

 

Ficha Técnica:

Produção e Direção: Marco Paraná
Assistente de Produção: David Sandler
Edição: Marco Paraná
Primeira Câmera: Marco Paraná
Segunda Câmera: David Sandler
Assessoria de Imprensa: Daniela Ribeiro

 

Letras das músicas

Acesse as letras das músicas de A Casa Pelada baixando o encarte do CD neste link ou ouça o disco e acompanhe as letras acessando a playlist abaixo:

 

A Casa Pelada… e além

1. O trem dessa quadra da vida partiu de uma habitação tornada inóspita, de onde o humano se afastara de dentro a fora da pessoa, da família, da vizinhança, da cidade.

2. Siderado e perplexo, o passageiro vagou por praças, passagens subterrâneas, aeroportos, túneis, avenidas, edificações monumentais, indagando a mundos e fundos, nações e marginais em que medida a sua existência contaria na ordem geral das coisas.

3. Em meio a um cenário marcado por guerras, ofensas, alheamentos e preconceitos, encontrou a via do amor como o único e imperativo caminho para avançar.

4. Entre o amor, a memória e o futuro, afiou seu próprio canto para desbravar clareiras na selva da coexistência.

5. Por trás da aparente desatenção de crianças avoadas, descobriu infantes sonhadores dotados do poder de reencantar o mundo.

6. Colocou-se então o desafio de desejar crescer mantendo e cultivando o encantamento.

7. Tomou por exemplo um menino que, bem crescido, prima por uma inquebrantável e amorosa solidariedade.

8. Em seguida, deixou-se embalar por um recém-nascido, em cujo sono se descortinam teatros onde tudo nasce novo e de novo outra vez.

9. Já seu primo, petiz andarilho, atravessa os ambientes das relações e das linguagens que ele acorda e vai abrindo em mundos de portas e janelas sem mais fim.

10. E se comprazem com a prima que fermenta o cem no um, na diversidade e na pluralidade do bem comum.

11. Em vento-evento inaugural, que se desatem as amarras que prendem as velas da vela que quer fluir.

12. Uma raiz-vulcão faz enfim jorrar o magma de uma história em fervilhante brotação.

 

Carta de Luiz Tatit a David Calderoni

O disco me pareceu muito bom. Tem algo de experimental muito bem dosado com conteúdos sensíveis. Você consegue fazer melodias imprevisíveis muito bem conectadas com as letras (ex.: as descendências profundas em alguns versos de Casa Pelada). Em Mundos e fundos, o refrão que inicia com “Taj Mahal” me parece muito forte! Algumas experiências de troca de acento na prosódia de algumas canções acabam soando bem, o que não é comum (ex. “Pegaso” em Canção para Theo, aliás, bela marcha). O uso de palavras de outros universos de discurso (“plurissingularize”, p/ ex.) também não é prática banal. As canções dedicadas às crianças (filhos? netos?) são todas muito boas, parecem refundar um futuro ainda tão imprevisível e por fazer… Que eu me lembre, há apenas um samba (acho que Notícias de Leonardo), uma marcha e, no geral, você inventa também os gêneros. Tudo muito rico! Parabéns por mais um disco depois de encerrar a era do disco. Gosto dessa insistência, tanto que até o Rumo acaba de fazer novo Álbum. E assim vamos que vamos!

Obrigado pelo envio. Foi muito bom ouvir o novo repertório.

— Luiz Tatit

 

Ficha Técnica
A Casa Pelada

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, backing vocals, teclados, baixo, guitarra, percussão e programação de bateria.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.

Mundos e Fundos

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, teclados, baixo, percussão e guitarra.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.

One Way to Go

– José Calderoni: letra.
– David Calderoni: música, canto em inglês, declamação em português e violão.
– Eduardo Matarazzo Suplicy: anúncio da canção & dos autores e declamação em inglês.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, flautas, teclados, percussão e backing vocals.
– Ricardo Strani: captação, edição de voz & violão, baixo fretless e percussão.
– Vitor Laranjeira: pré-produção.
– Danilo Aurelio: técnico de gravação.

Multiversos

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, gravação, edição geral, mixagem, masterização, flautas, teclados, baixo, percussão e programação de bateria.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.

Como Ser Feliz

– Bia de Paula Souza: letra e canto.
– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, mixagem, masterização, flautas, cavaquinho e percussão.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.
– Vitor Laranjeira: pré-produção.
– Danilo Aurelio: técnico de gravação.

Notícias de Leonardo

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, baixo e backing vocals.
– Fernando Mostaço: trumpete e flugelhorn.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.
– Danilo Aurelio: técnico de gravação.

Ser Livre Daniel

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, flautas e teclados.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.

Caetaninar

– David Calderoni: letra, música, vocalizes, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, pífano, baixo e backing vocals.
– Ricardo Strani: captação e edição de voz & violão.

Canção para Theo

– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, flautas, baixo e cavaquinho.
– Ricardo Strani: captação, edição de voz & violão, baixo fretless.

Li-Alice

– David Calderoni: letra, música, canto, violão e escaleta.
– Pedro Gontijo: pandeiro.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, flauta e cavaquinho.
– Ricardo Strani: baixo fretless, percussão, pré-mixagem.
– Vitor Laranjeira: pré-produção.

Tudo Flui

– Ricardo Calderoni: música.
– David Calderoni: letra, música, canto e violão.
– Inês Stockler: canto.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, flautas, baixo e percussão.
– Ricardo Strani: captação, edição de violão, mixagem & edição de vozes e percussão.
– Vitor Laranjeira: percussão, pré-produção.
– Danilo Aurelio: técnico de gravação.

Vulcânica Adriana

– David Calderoni: letra, música, canto, violão, efeitos vocais e assovios.
– Gabriel Oliveira: arranjo, edição geral, mixagem, masterização, percussão, baixo e teclados.
– Ricardo Strani: captação, edição de voz & violão, percussão.

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Degustação de músicas com opção interativa

Anjo Guerreiro

Dear Mom

O Samba

O Samba [interativo]

Baixe neste link a versão instrumental de “O Samba”. Ouça, aprenda a música e à vista da letra insira a sua voz na faixa. Envie seu arquivo de áudio para mim utilizando este formulário.

Letras das músicas

Neste link você tem acesso às letras das músicas de Meu Rei.

Onde Comprar

Este disco está em processo de finalização de encarte e consequente prensagem das cópias. Em breve, ele será distribuído física e digitalmente pela Tratore.

Ficha Técnica

– Produção Musical, letras e músicas: David Calderoni
– Pré-produção: Vitor Larangeira (Studio Wave)
– Gravações, Edições e Mixagens: Vitor Larangeira (Studio Wave), Rodrigo Carraro e Beto Mendonça (Estúdio 185), Janja Gomes (Estúdio Mofo), Pipo Pegoraro (Estúdio Sabiá)
– Finalização de mixagens: Clement Zular (Áudio Portatil)
– Edição de vozes (finalização): Flávio Franco Araújo
– Masterização: Homero Lotito (Reference Mastering)
– Ilustração (Capa): Sonia Novaes de Rezende
– Projeto Gráfico: Adriana L. Sales (Lazz Design)
– Ano: 2014

Notas sobre tempos e vozes

Por David Calderoni – outubro de 2014

Anjo Guerreiro foi a primeira canção gravada deste disco, registrada por Vitor Larangeira no Studio Wave um dia antes de nascer Rafael, meu segundo neto, a quem é dedicada. No começo, meio e final, a história temática interna do CD é marcada por ela, por Estrela do Mundo e por Teodisseia, três formas de presença do Infantil. Motivo que encaminha a Primeiro Ato, a única canção do repertório que não foi composta a partir de 2012.

Em 1974, eu tinha 16 anos e ficava muitas horas por dia tocando um violão autodidata, desenvolvendo minhas próprias harmonias. Eu quis mostrar que, além da letra e da melodia, a harmonia era essencial na canção. Assim, compus nesse ano Primeiro Ato, em que mantenho letra e melodia constantes (ao longo de diversas aparições das palavras Meu Amor) e, mediante variações na sequência de acordes, procuro evidenciar mudanças no sentido afetivo do meu amor.

Destarte, ainda que Primeiro Ato apareça em penúltimo lugar neste CD, é matriz de um procedimento inaugural alastrado em todas as minhas composições: a própria canção-título Meu Rei repete a mesma melodia em duas sequências harmônicas diferentes; Geologia o faz em quatro sequências harmônicas; DesMedo, em três; Teodisseia, em duas. Isso sem falar dos reiterados “…of my blues” de Dear Mom.

Reza a letra de Meu Rei que “em meu cântico encontrei / minha vez”. Trata-se de um encontro perambulante: na canção Chuva, os elementos lítero-melódicos, cantados em ciclos de uma, duas e três vozes em contraponto, entram em paulatinos descompassos com as sequências dos dois únicos acordes, e essas defasagens de compasso modificam a interação semântica das harmonias com a poesia em pluricontracanto. E se também multiplico as minhas vozes em Anjo Guerreiro e Teodisseia, já nos cantos-solos de Telefone Fixo e Beabá, vocalizo, respectivamente, os meus heterônimos Heavy Lupus e Karmona Ryvera, sem os quais jamais teria tido acesso aos idiomas Vociferol e Porteñol.

Mesmo na vitória, a lógica da guerra generalizada torna duvidosa a verdade de quem sobrevive: num mundo onde pululam o falso e o adverso, quem não seria o inimigo? Quando repetidos terremotos desencadeiam epidemias de labirintite, como encontrar equilíbrio para distinguir entre paranóias e perigos reais? Não conhecemos melhor remédio senão o persistente cultivo, ombro a ombro, da amizade democrática.

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Hoje eu encontrei com meu pai
e dói pensar
o quanto ainda sou filho .

É preciso matar meu pai
teu , nossos pais .

Mas sobretudo é preciso
sabê-los morrer
para não cometer suicídio .

Informações

Em 1976, aos 18 anos, em virtude de estrofes encabeçadas pelo verso Hoje eu encontrei com meu pai, David foi declarado poeta pelo escritor, dramaturgo e psicoterapeuta Roberto Freire em artigo intitulado É preciso saber morrer o pai para não cometer suicídio, que Freire publicou no periódico Aqui São Paulo e republicou em 1977 na abertura do livro Viva Eu, Viva Tu, Viva o Rabo do Tatu!.

Imagem de capa: montagem sobre “Father and his Son” de Gabriel Decker.

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Não é contemplar
                            de longe
as letras na varanda-vitrine ;

é dormir com elas
no sertão do mundo

e gozar
      em cada vogal
                              a senda
                              a vereda
      em cada consoante

e conceber
             cada palavrinha bem composta
como o jagunço afiado

            que há de nos vingar
            que há de nos valer !

Publicado pela União Brasileira de Escritores na Antologia do Concurso Nacional Gilberto Mendonça Teles de Poesia.

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